"Existe um Brasil que não consegue assistir a vídeos no YouTube. Que não tem perfil no Facebook, não acompanha a dinâmica do Twitter nem sonha em entrar no Google Wave. Entra no MSN, mas precisa de nove horas para fazer o download do programa – isso quando a conexão não cai. É o Brasil desconectado – ou 94,2% do nosso País".
Matéria de Tatiana de Mello Dias
No Estadão
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domingo, 22 de novembro de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
AI-5 Digital - problemas para a democratização na internet e para a inclusão digital
Vejam reportagem no SinproMinas
E ouçam o Sergio Amadeu apresentar os problemas do projeto Azeredo sobre crimes na internet.
AI-5 Digital
E ouçam o Sergio Amadeu apresentar os problemas do projeto Azeredo sobre crimes na internet.
AI-5 Digital
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Nem tudo é o que parece ser
Uma das maiores dificuldades para refletir sobre os usos da Internet é definir como são realizados esses usos, ou melhor, criar categorias para melhor explicar determinado uso.
Que tipo de categoria eu incluo (veja bem, incluo!) alguém que responde às seguintes perguntas, não nesta ordem, nem sequencialmente:
"Como você usa a Internet?"
"Eu uso MSN e Orkut!"
"O que você faz na Internet?"
"Eu entro no MSN e no Orkut!"
"O que você mais gosta de fazer na Internet?"
"Entrar no MSN e no Orkut!"
"Quando você teve contato com a Internet, lembra o que fez!?"
"Eu fiz o MSN!"
"Você participa de alguma comunidade?"
"Tenho umas no Orkut!"
Alguém me ajuda!!?!?!!
terça-feira, 8 de julho de 2008
Alguma semelhança com o que já viu ou ouviu falar?

Notebook de 1980, foto retirada de http://julianocristian.blogspot.com/2008/05/imagens-da-era-digital.html
O Ministério das Comunicações deveria ter repassado R$ 87 milhões para a Positivo Informática cumprir o programa "Telecentros de Inclusão Digital".
No entanto, segundo o blog Capital Digital, de Luiz Queiroz (http://www.convergenciadigital.com.br/capitaldigital), a empresa recebeu R$ 20 milhões e, para agilizar, as entregas em algumas prefeituras, antes das eleições, ocorrem às pressas. E, por isso, todos ficam na espera das instalações que, por contrato, seria a própria empresa Positivo Informática que deveria fazer.
Adivinhem...
Cansados de esperar, os funcionários ligam os computadores, mas... denúncias sobre a formatação dos PCs são comuns! O que acontece!?!
Cultura Windows Pirate! Não tem jeito...
"Governo publica Decreto que cria o laptop do professor"
07/07/08 por Luiz Queiroz
http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=14758&sid=14
De acordo com a norma estabelecida nesse decreto, os fabricantes ganharão as isenções fiscais previstas na Lei de Informática.
O programa visa promover a inclusão digital de professores ativos da rede pública e privada de educação básica, profissional e superior, nos termos da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), mediante a aquisição de soluções de informática constituídas de computadores portáteis (notebooks), programas de computador (softwares) neles instalados e de suporte e assistência técnica necessários ao seu funcionamento.
As definições, especificações e características técnicas mínimas estabelecidas em ato do Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia. O Decreto não deixa claro que as soluções embutidas nos computadores serão todas de código aberto.
(...) Ele determina ainda que o valor de venda à vista do laptop dos professores "não poderá ser superior a R$ 1.000,00 por unidade. Porém, esse valor "poderá ser alterado mediante ato conjunto dos ministros da Ciência e Tecnologia e da Educação".
Será que os professores vão entrar numa do tipo o Computador para Todos da CEF?? Antes de fazer um investimento num computador, necessário à minha sobrevivência, fui a Caixa Econômica Federal e o gerente me disse: esse projeto não deu certo, os computadores não eram tão bons em relação aos preços oferecidos pelos departamentos, tipo, Big, Americanas, entre outras lojas!
Comentário do blogueiro:
Ministros ausentes…
7/Julho/2008 - 19:05
Na solenidade de sexta-feira, de lançamento do programa “Computador Portátil para Professores”, o ministro Sérgio Rezende não compareceu. Nem ele, e nem nenhum representante de peso que eu conheça. Do desenvolvimento também não foi ninguém. Inclusão digital de professor não deve ser ” a praia de Rezende, ou Miguel Jorge”. Ainda mais na sexta-feira. Lula, como de praxe, não abre a boca para dar “um pio” sobre o programa. Fica olhando a paisagem enquanto os outros discursam; conversa com Dilma a Chefe da Casa Civil; e quem estiver mais próximo. Depois “xau”, retorna para o seu gabinete ou vai para outra cerimônia, onde pessoas estão horas esperando.
terça-feira, 24 de junho de 2008
"Professor e sociólogo divergem sobre papel das lan houses na inclusão digital"

Veja também reportagens de onde foi retirada a imagem http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL110264-5606-11582,00.html
Há muito o que se discutir a respeito da "inclusão digital" no Brasil, e em tantos lugares no mundo! No entanto, muitos concordam que os usos das TICs - Tecnologias da Informação e da Comunicação - em particular, a Internet, estarão a todo o vapor antes de alguns projetos governamentais se efetivar.
Já criamos o uso da Internet como uma nova necessidade!
O que é inevitável não é novidade: é a participação dos sujeitos neste novo espaço, já denominado CIBERESPAÇO, em contraposição ao mero acesso, ou um acesso sem consciência, ou melhor, automático. O que já é discutível, como menosprezar determinado tipo de acesso? Terá todos os sujeitos seguirem um padrão de uso da Internet, entre outras TICs? O que é essa participação? Em suma, caímos na já desgastada, mas não suprimida, discussão, o que é ser cidadão brasileiro?
Vejam reportagem da Computerworld:
Debate se as lan houses são ou não aliadas efetivas para a inclusão digital no Brasil. Por COMPUTERWORLD
14 de maio de 2007 - 16h22
http://computerworld.uol.com.br/mercado/2007/05/14/idgnoticia.2007-05-14.6809173354/
Estabelecimentos comerciais que vendem acesso à internet, conhecidos como lan houses ou cyber cafés, são aliados da inclusão digital, na avaliação do professor da Fundação Getúlio Vargas, Ronaldo Lemos. Para o sociólogo e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo Sérgio Amadeu, no entanto, esses locais podem colaborar para o processo de digitalização da sociedade, mas não são a solução para a inclusão digital entre a população de baixa renda.
Para Lemos, a lan house é um fenômeno de empreendedorismo que ajuda o projeto do governo de habilitar o cidadão a utilizar um computador e a internet.
"Gente no Brasil inteiro, inclusive em regiões pobres, monta esse negócio. As pessoas pagam uma taxa por hora, às vezes pequena, como 0,50 centavos por hora, e isso é importante para comunidades pobres que não têm computadores".
As políticas federais de inclusão digital tentam capacitar as pessoas através de espaços de acesso à rede gratuitos e comunitários, como os telecentros. Lemos considera essas políticas "fundamentais", mas que, por enquanto, alerta que elas não são capazes de chegar a todos os lugares.
"A lan house tende a ajudar, não compete com essas políticas. É um fenômeno da iniciativa privada e remedia a situação da exclusão digital enquanto outras políticas não chegam. Uma coisa não compete com a outra, são aliados", diz.
De acordo com uma pesquisa recentemente divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, apenas 3,9% das pessoas acessa a internet em centros comunitários. Já as lan houses são responsáveis por 25% do acesso individual à rede. Mais de 50% dos brasileiros, entretanto, nunca teve contato com um computador.
"Outras políticas públicas podem levar o computador até as pessoas. Mas enquanto isso não acontece, é a lan house que pode suprir essa demanda", acredita Ronaldo Lemos.
Sergio Amadeu, entretanto, ressalta o caráter comercial da lan houses, que seria um impeditivo para a inclusão digital. Segundo ele, nas áreas de predominância das camadas D e E da população "as pessoas não têm o mínimo nem para assegurar a sua sobrevivência, quanto mais para pagar um ou dois reais para acessar a internet".
Essa, de acordo com o sociólogo, seria a principal limitação para que as lan houses participem de forma efetiva do processo de inclusão digital nas camadas mais pobres da sociedade. "Em algumas áreas de classe média baixa ela pode também cumprir um papel de assegurar o acesso, mas está bem distante das possibilidades de criar inserção nas áreas de grande pobreza", afirma o professor.
"Daí a necessidade de termos programas de inclusão digital que sejam gratuitos, como os telecentros", afirma Amadeu. Ele defende, entretanto, que as lan houses sejam incentivadas pelo governo por se tratar de empreendimentos que podem gerar empregos. Mas alerta que a inclusão digital envolve também capacitação do usuário para trabalhar com as ferramentas disponíveis na rede, o que não ocorre numa lan house.
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