Opto, muitas vezes, por não pensar em questões religiosas... e saio por aí a praticar outras ações, sem me basear em crença alguma, mas com o objetivo de ser feliz e ver os outros felizes. Se eu continuar a escrever, farei piada. Segue texto sério do meu querido sempre professor Ozaí!

[...] Isso me faz lembrar a pregação do bispo na crisma da minha filha. Bem-humorado, perguntou aos presentes, a maioria jovens, com seus pais e mães corujas, quem queria ir para o céu. Todos levantaram a mão e ainda bem que ninguém prestou atenção ao redor! Então, ele disse: “Quem quer ir para o céu, AGORA?” Só alguns, os mais fervorosos ou talvez por não entenderem bem a fala bispal, ergueram os braços. O bispo brincou e continuou o sermão, fundamentado em São Paulo, sobre as tentações da carne e os cuidados para a salvação do espírito. Uma tentativa de controlar o vigor juvenil com os hormônios à flor da pele.
Há quem creia que ao morrer terá várias virgens à sua disposição. Prá quê? O que um corpo morto pode fazer? Ah!, claro, o indivíduo também deve acreditar que subirá aos céus em corpo e alma. Mas sentirá os prazeres da carne? Em todos os credos, do mais primitivo ao moderno, os absurdos acumulam-se. Acredita-se em coisas que até mesmo Deus duvida!
[...] O perigo é quando o absurdo das crenças se manifesta em formas de intolerância entre elas e contra os que não professam o Credo quia absurdum. Cristãos não se entendem, mulçumanos também não e os judeus têm os seus fundamentalistas. Não obstante, os absurdos são a matéria da fé e fonte das suas vidas.
As manifestações religiosas são uma constante no imaginário das sociedades humanas, desde os povos considerados mais primitivos. Estamos acostumados a pensar em termos monoteístas e desconhecemos a diversidade das divindades e crenças de outros povos, as quais resistem ao passar do tempo. Essa permanência indica que a religião é inerente ao humano?
Somos seres racionais, mas também plenos de desejos e imaginação. O humano é um ser cultural que cria símbolos, referências para a sua caminhada, o seu estar no mundo. Ele, portanto, não se reduz à racionalidade. Necessita da experiência religiosa, ainda que aos incrédulos seja absurdo. Para o crente, não importa o que a razão e a ciência afirmem. Ele acredita, e ponto final!
Leia na íntegra o texto do Ozaí, grande Ozaí!

Faço algumas peripécias em prol de boas risadas! haha ;)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Não é aceito o compartilhamento de mensagens caluniosas, racistas e desrespeitosas em relação ao ser humano.